Padre Pio nos alerta para “um defeito que destrói a caridade”

 

 

 

Atentem-se bem: ele alertava seus filhos a propósito desse vício em uma época que acabara de conhecer a televisão. Se estivesse vivo hoje, no entanto, os conselhos do santo desafiariam não mais um, senão uma centena de meios que o homem encontrou para a própria distração: o computador pessoal, que já representou uma revolução e tanto no final do século passado, evoluiu em nossos dias para o smartphone, de modo que hoje cada pessoa possui um mundo inteiro de informações bem ao alcance da mão, dentro de seu bolso ou de sua bolsa.

Evidentemente, nem este vídeo nem esta matéria foram feitos para criticar, per se, os meios de comunicação. Se você está lendo estas linhas, é porque tem um computador em casa, um tablet ou um celular em mãos. Graças a Deus esses meios também podem ser usados para a evangelização e para a procura de conhecimentos verdadeiramente úteis e necessários para a nossa vida acadêmica, profissional e espiritual.

 

Isso não exclui o fato, porém, de que muitas, inúmeras pessoas usam muito mal esses meios de informação. E o vício da curiosidade se encontra, infelizmente, mesmo entre aqueles que se servem sadiamente dessas ferramentas. Quantos de nós mesmo, que estamos à procura de uma vida de perfeição, já não nos censuramos por perder tempo demais com as redes sociais, com o WhatsApp… deixando de cumprir, muitas vezes, com as nossas obrigaçõesde cristãos, de profissionais e de pais e mães de família!

 

Para apresentar, de forma bem didática, os modos como as pessoas pecam por curiosidade, vale a pena consultar o pequeno resumo feito pelo Pe. Antonio Royo Marín em sua Teología Moral para Seglares. Ele diz a respeito deste vício, sempre se orientando pelo Aquinate:

 

A curiosidade é o apetite desordenado de saber coisas inúteis ou prejudiciais. Pode referir-se tanto ao conhecimento intelectual como ao sensitivo, dando origem a uma multidão de desordens. Acerca do conhecimento intelectual cabe a desordem: a) Pelo fim mau (por exemplo, para se ensoberbecer da ciência ou para aprender a pecar).
b) Pelo objeto da ciência (por exemplo, de coisas inúteis, com prejuízo das fundamentais).
c) Pelo emprego de meios inadequados (como ocorre na magia, no espiritismo etc.).
d) Pelo não referir devidamente a ciência a Deus.
e) Pelo querer conhecer o que excede nossas forças e capacidade. Acerca do conhecimento sensitivo a curiosidade recebe o nome de concupiscência dos olhos (cf. 1Jo 2, 16). Cabe a desordem de dois modos principais: a) Por não se referir a algo útil e ser mais uma ocasião de se dissipar o espírito.
b) Por ordenar-se a algo mau (por exemplo, ver uma mulher para desejá-la ou interessar-se pela vida alheia para denegri-la).

 

A partir desse quadro, é bem fácil entender por que “a curiosidade é um defeito que destrói, antes de tudo, a caridade”. Como não lembrar, a partir desta intuição do santo Padre Pio de Pietrelcina, aquelas famílias ou aqueles grupos de amigos que se reúnem para conversar ou para comer e terminam não conversando nada uns com os outros, porque estão com celulares nas mãos? Quando foi que nos tornamos tão mal educados a ponto de ignorarmos as pessoas reais e concretas, que se encontram à nossa frente, para darmos atenção a um aparelho digital?

 

O atentado à caridade, no entanto, não só começa aí, e a perda de tempo, de que falamos mais acima, nem é o pior dos nossos problemas. A curiosidade que se ordena claramente para o mal, através da pornografia, acessada livremente do celular, compartilhada irreverentemente nos grupos de WhatsApp… essa curiosidade verdadeiramente destrói a caridade, “faz perdermos a paz conosco mesmos”, porque nos arrasta para o pecado mortal e nos afasta para longe de Deus.

 

Quem não concordará, então, com o Padre Pio quando ele diz: “Vigiemos seriamente sobre nós mesmos”? Não, “não desejemos saber de outra coisa senão de Jesus, e Jesus Crucificado”. Que a nossa busca por conhecimento se ordene, sobretudo, à busca de Deus. Só assim poderemos vencer esse vício tão característico de nossa época.

 

Fonte: Pe.Paulo Ricardo

 

 

 

 


FALE CONOSCO

  • Rua João Ridley Bufford,79 – Centro Santa Bárbara d’Oeste – SP
  • (19) 3044–3898
  • contato@operariosdamesse.org.br
  • Como Chegar

Pedido de Oração

Pesquise aqui