Eis-me aqui, envia-me Senhor

 

 

 A palavra "missão" vem do latim "mittere" que significa "enviar"; missus = enviado. Portanto, missão é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, comissão especial, vocação. Há vários tipos de missão: diplomática, de paz, científica, de guerra e religiosa, sendo que nesta última os protagonistas são: Deus e o Homem.

Deus Pai nos envia como operários para trabalhar em e sua vinha. Envia também seu Filho único, para a salvação dos homens e do mundo, restabelecendo a paz e comunhão com Deus, formação de uma comunidade fraterna entre os homens.  A função da Igreja é apenas realizar a missão de Jesus. (AG 5)

Assim como Jesus recebeu do Pai todo poder, nós também recebemos dele e da Igreja o poder de realizar a missão. Para concretizá-la devemos ser mediadores entre Deus e os homens, ser fiéis à doutrina do Pai e evangelizar com gestos e palavras, em direção aos pobres e aos excluídos da sociedade, libertando-os de tudo que os oprime. 

Todos nós batizados somos missionários do Pai, enviados a pregar com fidelidade o Evangelho. "A evangelização deve também conter sempre, como base, centro e cume de seu dinamismo, uma clara proclamação de que Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado, se oferece para a salvação de todos os homens". (EN 27).

Somos tocados por essa brasa que narra o profeta Isaias em seu livro, a fim vivermos hoje neste mundo o anuncio e a atualização do Reino de Deus aqui na terra.  Se não recebermos a ação desta “brasa” que é Efusão do Espírito Santo, a obra não terá força para a conversão dos homens. 

A partir de Pentecostes o Espírito Santo aparece como a força do missionário. Faz sentir seus imperativos missionários. Ex.: a Pedro ordena: "Levanta-te, desce e vem com eles (três pagãos) sem duvidar, porque fui eu quem os enviou". (Atos 10,20). Também a carta do papa "Ad Gentes" lembra: "Jesus por meio do Espírito Santo distribui os carismas para utilidade comum, e inspira a vocação missionária".

Por isso não podemos negar ao chamado de Deus para Evangelizar, devemos utilizar os nossos talentos no anúncio do Evangelho, nunca nos omitir quer por negligência, medo, vergonha ou ideias falsas. Não podemos ser Cristãos omissos diante da cultura relativista e destrutiva que vem sendo difundida por meio de uma “ideologia” de morte, que reduz os valores Cristãos na promoção da cultura da vida e da família.

Hoje somos convidados a anunciar a força do evangelho, não somente para aqueles que ainda não conhecem, mais principalmente aqueles que ignoram a verdade e a radicalidade do anuncio da verdade contida na tradição, no magistério e no Santo Evangelho.

A partir de uma experiência íntima com a palavra, podemos ser seus fiéis portadores dessa graça que nos salva. Não nos conformemos, pois, com as propostas e as mazelas deste mundo, porque para que o reino de Deus aconteça é preciso primeiro fazer esse caminho, esse contato bem próximo, essa experiência íntima, e depois levar o anuncio aos irmãos e irmãs. 

Podemos ver o testemunho de Santa Terezinha, que nunca saiu em missão, mas na clausura em oração aplicou o evangelho no seu dia a dia nas pequenas coisas, e assim dentro do Carmelo fez o reino de Deus acontecer. Deixou para nós um exemplo fácil de chegar ao coração de Deus, nas coisas simples do dia a dia.

Que possamos como missionários sermos sinais de transformação a partir de nosso cotidiano, marcado pelo força da radicalidade da vivencia cristã. Unido ao desejo de ser Cristão autentico, possamos honrar nossa missão, combatendo o bom combate com coragem e destemor. Que Santa Terezinha padroeira das missões interceda por cada um de nós! Amém!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 César Quirino

Fundador

 


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