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Perigos no uso das redes sociais

Saiba quais são os perigos no uso das redes sociais e os cuidados a serem tomados

Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram, Youtube, What’s App (nem tanto) etc. Essas são apenas algumas redes sociais que temos disponíveis hoje na internet; e esse número provavelmente só aumentará. Elas, que surgiram como uma mera ferramenta de comunicação e entretenimento,

hoje, são quase indispensáveis nos relacionamentos, seja familiar, profissional, social etc., inovando a forma como consumimos conteúdo on-line e, de fato, trazendo muitas melhorias e facilidades ao nosso dia a dia. Porém, em nossa caminhada cristã, uma palavra sempre deve conduzir nossas ações: equilíbrio (Tito 2, 12)1.

A falta de equilíbrio é a provável causa de muitos erros que cometemos na vida, e não poderia ser diferente na nossa relação com a internet. Partindo desse princípio, podemos levantar dois questionamentos que nos ajudarão a avaliar nossa conduta:

Quanto tenho usado

Vivemos num período em que já estamos conectados à internet 24h por dia. Até quando dormimos estamos recebendo notificações de mensagens, e-mails ou curtidas. Mas será mesmo que não precisamos ter um limite? Será que precisamos estar atualizados o tempo inteiro sobre a vida dos nossos “amigos”? Será que não temos gastado tempo demais com aplicativos que criam laços superficiais e esquecendo as pessoas com quem temos laços reais?

Com certeza, já vivemos ou presenciamos esta cena: pessoas em um restaurante, sentadas na mesma mesa, mas cada uma com seu smartphone na mão; elas não conversam entre si, a menos que seja para comentar algo que viram no Facebook; algumas não largam o celular nem para comer!

O uso desregulado das redes sociais nos traz uma falsa sensação de preenchimento e uma falsa participação na vida alheia. Trocamos, cada vez mais, os aspectos de uma vida verdadeira por alegorias vazias: curtidas em vez de elogios; indiretas em vez de uma conversa franca; emoticons2 em vez de sorrisos. O que foi criado para nos aproximar uns dos outros está nos afastando cada vez mais por falta de equilíbrio. Estamos correndo o sério risco de desperdiçar o nosso tempo e a nossa vida com coisas passageiras.

O apelo, por estar conectado o tempo inteiro, tem nos tornando pessoas divididas, distraídas e desatentas. Ter equilíbrio é lembrar que para tudo há um tempo e, certamente, na hora da Santa Missa, não é o momento para checar seu Instagram ou ver quem mandou mensagem no grupo, por exemplo.

Como tenho usado

Além de surgirem como uma ferramenta de comunicação e aproximação, as mídias sociais têm uma característica que faz parte da sua base: o compartilhamento de opiniões, gostos, notícias, momentos etc. Essa é uma das funções das redes sociais, sem isso seriam apenas aplicativos de troca de mensagem, certo? Então, o problema não é compartilhar coisas na internet, mas sim o que e para quem você as compartilha.

Primeiro de tudo, há uma banalização do termo “amigo”. De fato, aos nossos amigos nós gostamos de compartilhar a nossa vida, mas das mil pessoas que o adicionaram noFacebook, quantas são suas amigas? (Eclesiatico 6,6)3. De uma certa forma, as redes sociais trazem também uma falsa sensação de popularidade. Vamos vendo o nosso número de “amigos” aumentando, postamos uma foto, recebemos uma recompensa por compartilhar aquilo (uma curtida ou retuíte) e nos enchemos de vaidade por nos sentirmos notados. O desejo de ser notado vai aumentando e vamos compartilhando cada vez mais da nossa vida, buscando mais popularidade, e isso vai virando uma bola de neve.

 

No fim das contas, estamos divulgando nossa intimidade para pessoas estranhas só para ganharmos um like ou um comentário superficial. Quando a realidade começa a não bastar, entram os quadros piores: pessoas fingem uma vida que não têm e, em alguns casos, apelam para sensualidade e até para nudez apenas para serem notadas e ganharem seguidores nas mídias sociais. É triste, mas, no fundo, essa atitude só revela que a sede que as pessoas têm é de amor, não obtendo, preenchem o coração com o que aparecer mais facilmente, nesse caso, com vaidade e mais vaidade.

Talvez, eu e você não chegamos a um ponto tão drástico, mas quantas vezes nós postamos fotos apenas para vermos a reação das pessoas? Quantas pessoas viajam e ficam tristes, porque não conseguem postar uma foto ou vídeo legal, deixando de aproveitar o momento vivido só para tirar uma selfie?

Há um tempo, fala-se na cultura do selfie, mas podemos substitui-la por superexposição, a qual, por sua vez, tem relação com carência e vazio interior.

Ainda existem muitos outros aspectos que podem ser listados, mas apenas com esses dois questionamentos podemos refletir sobre nosso uso e presença nas redes sociais. É bom lembrar que as redes sociais não são um mal; pelo contrário, como já citei antes, trazem um bem imenso para muitas pessoas, inclusive para a evangelização. Mas devemos sempre nos vigiar, pedir a Deus o dom do equilíbrio e da sobriedade. E por que não olhar menos o celular, tirar menos fotos, rezar mais e amar um pouco mais?

Afinal de contas, quem realmente quer saber o que vai no seu prato ou qual o seu “look do dia” é com quem menos você compartilha a vida.