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Buscando a conversão pelas Virtudes de Maria

Neste mês de Março iniciamos mais uma caminhada quaresmal, durante este tempo quero propor a você querido leitor que juntos façamos uma analise de nossa vida para identificarmos em que precisamos nos tornar melhores, quais são as virtudes que precisamos aperfeiçoar em nós ou até mesmo as virtudes que

necessitamos alcançar durante esta quaresma. Para isso vamos nos espelhar nas virtudes da Virgem Maria, com certeza são muitas as sua virtudes, mas quero partilhar as que mais temos conhecimento com base em alguns artigos do Professor Felipe Aquino.

São dez virtudes, diante de cada virtude de Maria temos um ensinamento de como imita-la, vamos iniciar este caminho pelas virtudes de Maria, neste mês quero trazer apenas duas delas para que possamos ler, aprender e viver e nos próximos meses continuaremos neste caminho comecemos pala primeira virtude e como imita-la.

Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus atos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demônio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus. Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.

Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva.” (Lc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Lc. 1,52).

Paciência Heroica: Nossa Senhora passou por muitos momentos estressantes de provação, de incomodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.                         

Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controle emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do

frio, do abafamento no auto carro lotado, do tempo que levamos sem comer nada… Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você…!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe a Ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rm 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).

Que a Santa Mãe de Deus nos ajude a viver estas duas vitudes. 

 

Laís R. Roceti

Consagrada