“A FALTA DE AMOR É A MAIOR DE TODAS AS POBREZAS"

Refletindo no sentido dessa frase de Madre Teresa de Calcutá, chegamos à conclusão que é necessário um olhar ainda mais atento, consciente e indignado sobre a gravidade do desamor. A falta de amor é a maior de todas as pobrezas, infelizmente percebemos que existe hoje um clima de insensibilidade entre as pessoas.

 

Com as “facilidades” e comodidades que apareceram com o progresso da tecnologia, o homem foi atingido por um comodismo sem precedentes. Hoje em dia, tudo pode se passar por nossos olhos com apenas um controle remoto nas mãos.

 Com as novas invenções que aparecem, já é pouco necessário pedir ajuda ao outro, pois tudo se compra. O homem então se prende num mundo egoísta, foge dos relacionamentos interpessoais.

Lembro-me que no passado haviam muito mais gestos de fraternidade entre as pessoas, desde as cordiais visitas que recebíamos de amigos e parentes, daquele bolo que a vizinha fazia e repartia conosco... pequenos atos de generosidade que diziam muito. Hoje temos até leis que garantem a fraternidade, falamos de direitos humanos que contempla em seu primeiro artigo o amor e a união entre as pessoas, até mesmo quando muitos profetas da atualidade nos alertam para vivencia do amor Cristão, porém falta muito para que o atinjamos em sua plenitude.  Fala-se muito sobre dignidade da pessoa humana, no entanto esse bem está longe de ser uma realidade. É necessário um olhar ainda mais atento, consciente e sensível sobre a gravidade desse problema. Precisamos nos mobilizar contra essa prática mesquinha da individualidade, ampliando assim nossa pequena visão.

Repare que o amor não se manifesta por palavras, mas por ações. O amor pelo próximo precisa ser demonstrado, como prova de que temos o amor do Pai em nós. E se não temos cravado em nossos corações o amor pelo próximo, provamos a nós mesmos que somos incapazes de fazer parte da família de Deus e de sermos salvos!

Assim, a lição do amor de Deus para os seus filhos passa pelo amor ao próximo. Mentiroso é aquele que diz que ama a Deus e não expressa o amor pelo seu irmão.

“Quem ama seu irmão permanece na luz e não se expõe a tropeçar. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas, sem saber para onde dirige os passos; as trevas cegaram seus olhos.” (1 João 2:10)