A REPRODUÇÃO ARTIFICIAL

A medicina, por sua vez, avança no sentido de dar uma solução aos casais que sofrem de infertilidade. No entanto, como católicos,  precisamos conhecer o que nos ensina e orienta a Igreja acerca desse tema.

A Igreja estimula que os casais busquem os meios possíveis para tratar as eventuais doenças no homem e na mulher que causam a infertilidade, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica: “ 2375 - As pesquisas que visam diminuir a esterilidade humana devem ser estimuladas, sob a condição de serem postas "a serviço da pessoa humana, de seus direitos inalienáveis, de seu bem verdadeiro e integral, de acordo com o projeto e a vontade de Deus”.

Por outro lado, a Igreja desaprova todas as técnicas de reprodução humana artificial, ou seja, que preveem a intervenção de terceiros, dissociando o ato sexual do ato procriativo: "2376 - As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas”. Ou ainda, aquelas que são praticadas entre o casal: "2377 - Praticadas entre o casal, estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais homólogas) são talvez menos claras a um juízo imediato, mas continuam moralmente inaceitáveis. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da existência dos filhos já não é um ato pelo qual duas pessoas se doam uma à outra, mas um ato que remete a vida e a identidade do embrião para o poder dos médicos e biólogos, e instaura um domínio da técnica sobre a origem e a destinação da pessoa humana. Tal relação de dominação é por si contrária à dignidade e à igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos".

Isto sem falar que estas técnicas constituem verdadeiros atentados contra à vida, já que nesses procedimentos inúmeros embriões são descartados, ou seja, vidas são descartadas! É o que nos ensina São João Paulo II, na Evangelium Vitae: “Também as várias técnicas de reprodução artificial, que pareceriam estar ao serviço da vida e que, não raro, são praticadas com essa intenção, na realidade abrem a porta a novos atentados contra a vida... São produzidos às vezes embriões em número superior ao necessário para a implantação no útero da mulher e esses, chamados « embriões supranumerários », são depois suprimidos ou utilizados para pesquisas que, a pretexto de progresso científico ou médico, na realidade reduzem a vida humana a simples « material biológico », de que se pode livremente dispor”.

A vida não pode ser resumida a um simples material genético a ser manipulado, ela não pode ser gerada em laboratórios ou clínicas, mas sim deve ser fruto do ato conjugal, ou seja, da união amorosa dos esposos. É através desta união que Deus quer dar vida e o tem feito desde o princípio: “Antes mesmo de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que viesses ao mundo, Eu te separei e te designei para a missão de profeta para as nações!”

Seja um pequeno embrião, um bebê, uma criança, adulto ou idoso, o amor de Deus atinge a todos de maneira plena e na vida de cada um Deus tem um sonho, de modo que não podemos concordar com procedimentos que contrariam à vida!

A maior esterilidade não é a física, mas sim a esterilidade do coração, o egoísmo, o fechamento e amargura, e isso independe de ter filhos biológicos ou não, motivo pelo qual um casal que não pode ter filhos poderá ter uma vida conjugal feliz, cheia de sentido e fecunda no encontro diário com Deus, gerando vida para o mundo.

 

Fontes: Catecismo da Igreja Católica e Documento Evangelium Vitae, São João Paulo II

 

Cintia G. Vindimiatti

Consagrada da Comunidade


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