O Criador e a criatura

 

Aprofundando um pouco mais no tema, pensemos, por um momento, em quantos embriões são descartados como se nada fossem, ou ainda, quantas vidas geradas na frieza de laboratórios, passando pelas mãos de médicos e cientistas?

Sei que para muitos parece absurda esta posição da Igreja, pois, em uma perspectiva superficial, nos parece que a reprodução artificial está a serviço da vida, está a serviço da família, ou melhor ainda, é a resposta ideal diante dos casais que sofrem de infertilidade para a ordem de Deus “Crescei e multiplicai-vos” (Gênesis 1).  

Entretanto, é evidente a desordem causada por estes procedimentos. E a pergunta que faço é quem responderá sobre as consequências destas fertilizações: o que fazer com os milhões de embriões congelados em todo o mundo? Quais são os efeitos psíquicos e emocionais nas crianças geradas por FIV? Como lidar com o sofrimento do grande insucesso das reproduções artificiais? Como lidar com a perda de identidade da paternidade e da maternidade responsável? A disseminação da cultura de morte e a cultura abortiva? A propagação da manipulação genética para a escolha e geração do “filho perfeito”?

Bem, quando fiz a mim mesma essas perguntas percebi que tudo isso vem acontecendo porque o homem coloca-se no centro, e ao colocar-se no centro, coloca a sua vontade, querendo assumir o lugar do Criador de todas as coisas, relativizando aquilo que é Absoluto.

A Palavra de Deus, em Gênesis, capítulo 15 e seguintes, mostra a aliança de Deus com Abrão e a promessa de descendência. Abrão era um homem justo e temente a Deus. Contudo influenciado por sua esposa Sarai, tomou para si a escrava a fim de com ela ter filhos. Sarai disse a Abrão: “Eis que o Senhor me fez estéril, rogo-te que tomes minha escrava, para ver se, ao menos por ela, eu posso ter filhos”. Foi plantada no coração de Abrão uma semente de desconfiança do amor de Deus, em razão da esterilidade, que o fez desconsiderar a promessa do Criador, tentando, por suas próprias vias, gerar sua descendência.

Ao optar por procedimentos artificiais estamos literalmente desconfiando do amor de Deus, tornando-nos Criadores em seu lugar, sendo escravos de nossa própria vontade, traçando nossos próprios planos e caminhos, desconsiderando o caminho já escolhido por Deus. “Vós recolhestes minhas lágrimas em vosso odre, não está tudo escrito em vosso livro? Bem sei que Deus está por mim” (Salmo 55).

Deus recolhe as lágrimas daqueles que sofrem com a infertilidade e os estimula a buscarem o tratamento ideal para sua enfermidade, já que a FIV não trata a infertilidade. Aqueles que não encontram tratamento adequado e justo, podem escolher o caminho da Adoção, pois assim como os filhos biológicos, estes já foram preparados desde sempre no coração de Deus, serão fonte de alegria e crescimento para o casal.

 

Cintia Vindimiatti

Consagrada da Comunidade

 

 


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