Existe uma maneira infalível para acalmar a ira interior


Caro leitor, há momentos em nossa vida que o nosso interior navega em águas tranquilas e de ondas calmas . Nestes momentos, parece que nada pode nos inquietar. Porém, existem outros períodos mais conturbados em que o nosso interior se assemelha a um “turbilhão de muitas águas” (cf. Hab 3,15). A depender do temperamento de cada um, estas pequenas fases da vida vão sendo experimentadas com maior ou menor tranquilidade.

Eles – cada período da vida – são como pequenos recortes de tecido que possuem sua cor característica. Há períodos claros, quase transparentes; outros mais escuros e, ainda outros mais vibrantes. Ao longo do tempo, eles vão sendo costurados entre si de modo a dar o colorido todo particular da trama maior de nossa existência terrestre.

É também muito comum que aconteçam situações pontuais e repentinas que podem acabar tirando nossa paz interior. Neste segundo caso, os que mais padecem são os de alma colérica e geniosa. E se estes possuírem uma imaginação fértil e solta, a paz interior dificilmente voltará a habitar este coração. Temperamento colérico e imaginação fértil são como que a união da pólvora ao isqueiro aceso. Nesse caso, a imaginação potencializa a cólera que, por sua vez, alimenta a imaginação. Onde isso pode levar? Num grande e explosivo prejuízo, é claro!

Como recuperar a paz interior?

Chegamos, então, ao núcleo do nosso artigo. É possível abrandar aquela cólera interior que fora inflamada por alguma situação momentânea que assaltou a nossa paz interior? A resposta é “sim!”. Antes de chegar à resposta, porém, é preciso que algumas premissas importantes estejam frescas em nossa mente. Eis a primeira delas: para que aconteça o reencontro entre Deus e o homem, cada qual deve sair de si mesmo (Não que fosse necessário Deus sair de si para encontrar o homem, porém, Ele o fez para que o homem, na sua insuficiência, pudesse reencontrá-lo). De fato, Deus saiu de si a ponto de humilhar-se morrendo numa cruz.

A segunda premissa vai ao encontro ao seguinte pensamento: para santificar-se, o homem precisa tornar-se consciente do seu pecado, ou seja, ele precisa tornar-se um pecador consciente. Dessa forma, ele terá condições de abrir-se à graça de Deus e ter transformado o seu coração juntamente com todas as suas inclinações. Certa vez, São João Clímaco anotou: “Não foi dito: eu jejuei, eu velei, eu dormi sobre o chão duro”, porém, só depois que “eu me humilhei, o Senhor me salvou”.

Humilhação

Eis, portanto, a resposta para o nosso questionamento: o segredo está na humilhação. Não se trata da humilhação pela humilhação, mas de um humilhar-se com Cristo na cruz. Deus saiu de si e mostrou para nós como deve ser feito. Se nós não formos capazes de perder para o outro (tendo ou não tendo razão) e sofrer a humilhação do rebaixamento sem revides injuriosos ou justificativas espetaculosas, o nosso coração jamais se abrandará. A cólera é um mal que se alimenta de si mesmo e, se não for logo cortada, domina a qualquer um.

De maneira ainda mais direta, o remédio mais eficaz para a cólera interior é a humilhação de si. Verdade seja dita, é um remédio extremamente amargo, difícil de engolir, mas curador. A esse respeito, o teólogo Olivier Clément escreveu: “a humildade é esta despossessão de si, este abandono ativo que permite a Deus nos iluminar”.


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