Padre Ibrahim Hanna Bedoyan, sacerdote da comunidade armênia-católica de Qamshili, foi assassinado, na segunda-feira, 11, durante visita a comunidade cristã de Deir ez-Zor

O arcebispo armeno-católico de Aleppo, Dom Boutros Marayati, falou sobre o assassinato do Padre Ibrahim Hanna Bidu e ressaltou seu testemunho de dedicação ao evangelho. “O padre Ibrahim Bedoyan é um mártir da Síria, morto porque fez o bem e esteve envolvido na reconstrução da Igreja e das casas da comunidade armênia em Deir er Zor”, afirmou o bispo.

Padre Ibrahim Hanna Bidu, sacerdote da comunidade armênia-católica de Qamshili, foi assassinado, na segunda-feira, 11, atingido por uma arma de fogo quando se dirigia, de automóvel, à localidade de Deir ez-Zor, situada no distrito de Busayr, para verificar as condições de uma igreja armênia. O sacerdote estava acompanhado de seu pai, Hanna Petoyan, que também foi atingido. Dois homens o perseguiram em uma moto e atiraram. Segundo agências internacionais, a emboscada teria sido reivindicada pelo autoproclamado “Estado Islâmico” (EI).

Na tarde desta terça-feira, 12, o Papa Francisco, em uma mensagem enviada pelo Twitter, afirmou sua proximidade à comunidade católica armênia de Kamichlié, na Síria, reunida para funeral de seu pároco. O pontífice assegurou suas orações pelos membros da família e por todos os cristãos na Síria”.

Dom Boutros Marayati, é o administrador apostólico de Qamishili, Hasakah e Deir er Zor, áreas do nordeste da Síria, localidade da ofensiva turca na Síria e da ação do auto-denominado Estado Islâmico. É nesse cenário marcado pela destruição, segundo o bispo, que o padre Bedoyan dedicava seu apostolado, ele visitava Deir e Zor a cada duas semanas para acompanhar o trabalho de reconstrução dos edifícios sagrados e civis da comunidade católica armênia. O sacerdote apoiava a pequena comunidade cristã que permaneceu no local após as constantes invasões.

O bispo recordou que os turcos durante a recente blitz na cidade síria, em outubro passado, destruíram o grande memorial dos armênios ortodoxos e da Igreja Católica Armênia, sinal de que são contra as reconstruções em curso. O bispo destacou que o assassinato está sendo investigado e que acredita que tenha sido um crime premeditado.

Dom Boutros Marayati afirmou que a Igreja local procura agora consolar o povo e reafirmá-los na fé. “Estamos perto de nosso povo para ajudá-lo a resistir e permanecer, porque uma vez – como diz o Evangelho – quando se atinge pastor, o rebanho se dispersa”.


Na homilia da Missa celebrada na segunda-feira, 30 de setembro, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco descreveu como “trágico” a queda da taxa de natalidade em vários países, ficando sem crianças e, ao mesmo tempo, que os idosos sejam negligenciados.

"Quando um país envelhece e não há filhos, você não vê carrinhos de nenê nas ruas, não vê mulheres grávidas: ‘Um filho, melhor não...’. Quando você lê que naquele país há mais aposentados do que trabalhadores. É trágico! E quantos países hoje começam a viver esse inverno demográfico”, disse o Papa Francisco na segunda-feira, 30 de setembro.

Do mesmo modo, assinalou que, “quando os idosos são negligenciados, perdemos – digamos isso sem vergonha – a tradição, a tradição que não é um museu de coisas velhas, é a garantia do futuro, é o suco das raízes que faz a árvore crescer e dar flores e frutos”,

"É uma sociedade estéril para as duas partes, e assim acaba mal", alertou o Pontífice.

Para combater esse fenômeno, o Papa Francisco explicou que existe o coração da mensagem de Deus, que é "a cultura da esperança", representada exatamente por "velhos e jovens" e acrescentou que eles são a certeza da sobrevivência de "um país, de uma pátria e da Igreja”.

Por esse motivo, o Santo Padre incentivou a impulsionar a troca recíproca entre idosos e jovens, a ir contra a ampla cultura do descarte.

Por fim, o Pontífice lembrou algumas de suas viagens apostólicas quando os pais levantam seus filhos para que o Papa os abençoe e fazem isso como se fossem mostrar os próprios "tesouros".

“E nunca esqueço aquela velhinha na praça central de Iași, na Romênia, quando olhou para mim – ela era como as avós romenas, com um véu –, ela me olhou, tinha o neto nos braços e o mostrou para mim, como que dizendo: ‘Esta é a minha vitória, este é o meu triunfo’. Essa imagem, que depois girou pelo mundo, nos diz mais do

 

ACI digital


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