Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza!

 

O que nós podemos dizer, sobre o convite a uma vida pobre no sentido evangelho? A resposta podemos ter em São Paulo na carta aos coríntios que nos diz “Jesus Cristo, sendo rico, se fez pobre por vós, a fim de vos enriquecer por sua pobreza “(2Co 8, 9).

O Papa Francisco explica o que é a pobreza no sentido evangélico dizendo: “A pobreza evangélica é o estilo de Deus, que sendo rico, se fez pobre por amor a nós”. Esse amor é gratuito e sem interesses. Dando sequência, o papa Francisco segue dizendo: “Pois Deus realmente nos dá tudo em Jesus, não joga a salvação do céu, dando o supérfluo que sobra. Não! Ele entrega toda a sua vida por nós. Uma entrega verdadeira, no estilo de Deus que tem um compromisso real com o homem.”

A parábola do bom samaritano ilustra bem a pobreza de Deus com a sua maneira de ser, aproximando-se do homem às margens da estrada. Devemos ter cuidado para não confundir. A pobreza de Deus não é comparada à miséria do homem na beira da estrada, é comparada à sua maneira de se aproximar. Deus se faz pobre quando nos ama, porque nós somos pobres e ele se aproxima de nós com verdadeiro amor e entrega.

Assim, com fazer-se pobre, ELE nos enriquece com a sua riqueza. “Pobre riqueza e rica pobreza”, são termos que queremos expressar a essa aparente contradição em Deus. Qual é a pobreza de Jesus? Abaixar-se até nós para trazer-nos a sua riqueza. E Qual é essa riqueza de Jesus? Confiar infinitamente em Deus Pai. O que é, então, que Jesus quer nos dar? A confiança infinita em Deus Pai, porque nós também somos filhos de Deus.

A verdadeira e única miséria é a de não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo. Seria algo como se o miserável da parábola não deixasse que o bom samaritano se aproximasse dele. Essa é a verdadeira miséria, querer continuar miserável existindo um Deus que morre (literalmente) de amor por nós.

Para ajudar Deus a salvar o mundo por meio de nossa “rica pobreza”, nós temos que reconhecer-nos pobres e testemunhar nossa experiência pessoal, porque a riqueza de Deus não passa por nossa riqueza.

Se queremos que Deus atue através de nós, temos que reconhecer que necessitamos de DELE, como o homem da parábola necessitava do bom samaritano. Onde podemos encontrar a pobreza de Deus e, consequentemente, a sua riqueza? Nos Sacramentos, na oração, na sua Palavra, quando nos unimos em comunidade e na Igreja. Nesses lugares nos fazemos pobres ricos de Deus.

A pobreza é diferente de miséria. Todos temos que reconhecer-nos pobres, mas não temos que ser miseráveis. Diz o Santo Padre: “A miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança”

O santo Padre ainda nos ensina como tratar às misérias que encontraremos pelo caminho. A miséria material com o serviço, indo ao encontro das pessoas para curar essas feridas materiais. A miséria moral está sempre atrelada à miséria espiritual para qual o antídoto é o Evangelho, o anúncio gozoso da boa nova. Somos todos chamados a testemunhar nossa “rica pobreza” por meio da ajuda material e do serviço evangelizador.

Estejamos sempre prontos e solícitos para testemunhar a mensagem evangélica aos que vivem na miséria. É uma difícil missão, que dói se não a respondemos com generosidade, por isso é bom que a mensagem termine colocando tudo isso nas mãos do Espírito Santo, para que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia.

Termino agradecendo a Deus por essa centésima edição de nossa “Revista Bom Pastor” que também é testemunho desta nossa pobreza da qual Deus tem se inclinado a nós capacitando-nos a seguir em frente. Minha gratidão a todos meus filhos Operários da Messe, e a todos nossos benfeitores que fazem nossa revista acontecer, e a Deus que faz concretizar e materializar mais esse instrumento de evangelização.

 

César Quirino

Fundador 


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