Maria de Deus Senhora da Paz

como exclusivamente nossa, religiosa ou católica. Antes, seria para desejar que ela encontrasse a adesão de todos os verdadeiros amigos da paz”, dizia, Paulo VI em sua mensagem.

O texto, expressava seu desejo de que esta iniciativa ganhasse adesão ao redor do mundo com “caráter sincero e forte de uma humanidade consciente e liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz, ordenado e civil”. Portanto, O Dia da Paz Mundial é um dia a ser celebrado pelos "verdadeiros amigos da Paz", independente de credo, etnia, posição social ou econômica. 

É em Jesus que poderemos encontrar a verdadeira paz, que não se dá somente por meio de um evento ou movimento social, mais se dá especificamente a partir de nosso encontro pessoal com ELE. O Senhor Jesus quer verdadeiramente “Reinar”, em cada espaço de nossa existência, e quando isso acontece, tudo concorrerá sob a existência do verdadeiro sentido da paz. Como em sua humilde manifestação no presépio, naquele indigno e inóspito local, Jesus quer se manifestar em nosso coração, mesmo sendo muitas vezes também, indigno e inóspito. A estrela que guiou os reis magos direcionou para aquele local simples, direciona hoje para nossa vida, Jesus quer ser o Rei desse local, e a virgem Maria, como mãe de Jesus e nossa quer ser A Rainha.

A Igreja nos dá um ensinamento precioso sobre o reinado de Jesus, que se fundamenta na tradição dos cristãos em conceder à Virgem Maria os títulos de "Senhora" e "Rainha". Se Jesus é o Rei do qual foi profetizado e exaltado desde o Antigo Testamento, automaticamente Maria é a Rainha Mãe. Quando o Anjo Gabriel visita a Virgem Maria e lhe revela os planos de Deus, fala que Jesus herdará "o trono de seu pai Davi, e reinará eternamente na casa de Jacó". Além do mais, Maria recebe a saudação do anjo, dizendo "Ave, cheia de Graça". Gabriel esta saudando a rainha mãe, a mãe do "Filho do Altíssimo", cujo "reino não terá fim." Do mesmo modo também diz Isabel, quando Maria chega a sua casa para ajudá-la: "Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Cf. Lc 1, 43). No apocalipse de São João se encontra alguns traços desse reinado. E é também nesse mesmo que a Virgem Maria surge mais uma vez como rainha, "uma Mulher revestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas." (Cf. Ap 12, 1) Uma rainha mãe!

Alguns ficam perplexos perante essa interpretação da Igreja, e dizem: “mulher, nesse caso, seria apenas um simbolismo da antiga cidade de Israel e das doze tribos, ou então uma alusão à Igreja triunfante sendo coroada no céu”. Mas afinal, qual foi o ventre que trouxe Jesus à humanidade? Por mais absurdo que pareça ser as palavras do apocalipse não falam de outra pessoa que não Maria. Ela pode sim simbolizar a Igreja triunfante ou a antiga cidade de Israel, todavia, é ela o primeiro personagem da narrativa, não os outros.

O reinado de Maria é totalmente diferente de seu Filho. Jesus é Adonai, Senhor no sentido de que Ele é Deus, absolutamente acima de todas as criaturas. Portanto, chamar Jesus de Senhor é reconhecer sua natureza divina; chamar a Virgem Maria de Senhora é reconhecê-la como a Rainha Mãe de nosso Senhor. Quero desejar que o Senhor Jesus e sua Santíssima possam, com nossa permissão verdadeiramente reinar em nossa vida nesse novo ano que se inicia, com profundidade e intensidade.

Feliz e Santo 2016!

 

Que a verdadeira paz reine em todos os homens e mulheres de Boa vontade !

 

César Quirino

Fundador 


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